Confira nossas considerações sobre o clássico de liderança, O Monge e o Executivo.

Mais um post da série de resumo de livros. Vou dividir o post de hoje em duas partes. A primeira será apresentado os principais ensinamentos que tirei do livro “O monge e o executivo – Uma história sobre a essência da liderança” e na segunda parte farei algumas considerações de como enquadrar a leitura no ramo do empreendedorismo, investimentos e para organização de dívidas.

Sim, parece meio complicado entender como a liderança afeta suas dívidas, mas irei dizer que afeta e MUITO! Confere aí!

Basicamente o livro se baseia na história de um retiro que um empresário foi realizar em um mosteiro devido a o que hoje chamamos de “stress” ou “crise existencial”. Onde mesmo possuindo os bens de consumo que todos julgam ser  “bem sucedido” ele se via descontente, seus funcionários entravam em greve, sua família se afastava e ele não conseguia entender o porque.

Neste retiro ele conheceu um ícone do empreendedorismo que largou tudo para se tornar monge, e seria o seu instrutor durante o seminário junto a outros profissionais de diferentes áreas (sargento, enfermeira, pregador, diretora e treinadora) todos eles exercendo liderança de alguma maneira.

Durante a semana ocorreram diversas instruções sobre liderança “servidora”, onde os principais seis ensinamentos foram:

  • Diferenciar autoridade de poder:

Autoridade é a habilidade de levar as pessoas a fazerem de boa vontade o que você quer por causa da sua influência pessoal. Poder é a faculdade de forçar ou coagir alguém a fazer sua vontade, por causa de sua posição ou força.

  • Qualidades do líder:

Honestidade, confiabilidade; bom exemplo; cuidado; compromisso; bom ouvinte; conquistava confiança; tratamento com respeito; encorajar pessoas; atitude positiva e entusiástica. Onde destaca que estes atributos não são inatos, mas comportamentais, sendo que podem ser desenvolvidos e treinados com o tempo.

  • Quebra de paradigmas (padrões psicológicos):

Saindo da zona de conforto e forçando a fazer coisas do modo diferente. Trabalhando para satisfazer as necessidades dos colaboradores e não suas vontades, tendo empatia para interpretar o que é necessidade (no livro esta empatia é tratada como “amor”) e focar na auto-realizarão do subordinado para que o sentimento de dever cumprido o traga alegria e sentimento de dever cumprido.

Nesta parte ele utiliza uma teoria da administração chamada de pirâmide de Maslow para necessidades humanas, onde a base da pirâmide são as necessidade mais básicas e a medida que vai subindo na pirâmide, mais realizado a pessoa se sente.

Pirâmide de Maslow

  • “A liderança começa com a vontade,

…, é preciso ter vontade para escolhermos amar, isto é, sentir a as reais necessidades daqueles que lideramos,…, quando servimos e nos sacrificamos pelos outros, exercemos autoridade ou influência.” Este trecho trata como a vontade de liderar, gera empatia, que gera serviço e sacrifícios, que gera a autoridade, que gera a liderança.

  • Definição de amor ágape:

Amor incondicional, baseado no comportamento com os outros, sem exigir nada em troca. Baseado em paciência, bondade, humildade, respeito, abnegação, perdão, honestidade e compromisso. Este amor não visa a sexualidade, afinidade ou relacionamentos profundos, mas sim a criação de um mindset voltado em se portar ajudando sem esperar nada em troca.

  • A criação de um ambiente propício

Ao amor ágape e a prática da liderança só depende de nós mesmos. Por mais que os chefes ou subordinados forem desmotivados ou tiverem características incoerentes com seu modelo de trabalho, a sua postura positiva e humilde, o seu trabalho pelo exemplo irá transformar o ambiente e por conseqüência os outros líderes.

Agora como aplicar isto em sua vida? Vamos por partes novamente.

Primeiramente, acredito que se sua casa e sua espiritualidade não estiverem realizadas, aplicar a liderança no seu local de trabalho será um desafio ainda maior. Então, antes de mais nada, coloque-se na situação de seu cônjuge, de seu filho, de sua mãe. Tente entender os problemas deles enquanto os auxiliam em alguma atividade. O livro aborda o como deixamos de prestar atenção no que nos dizem e focamos apenas no que queremos falar. Tente prestar mais atenção dentro da sua casa e com certeza irá se sentir mais tranqüilo, pelo menos quando sai do trabalho.

Um bom exercício é desligar o celular e fazer um jantar simples em casa, converse com sua família enquanto você prepara a refeição ou lava a louça. Após pronto sente-se e apenas faça perguntas e escute atentamente as respostas para fazer novas perguntas.

Se você for um executivo ou trabalhe como empreendedor o livro é basicamente um manual, basta ler e tentar aplicar no seu ambiente. Para o ramo dos investimentos acredito que o principal ensinamento é a paciência, que é definida como demonstrar autocontrole. Vejo que muitos investidores iniciantes se perdem na vasta infinidade de investimentos disponíveis no mercado e acabam procurando oportunidades perfeitas, mudam constantemente de estratégia e não controlam custos e para onde seu dinheiro esta indo.

A dica é seja paciente e confie em sua estratégia, lembre-se, se você fez a estratégia com fundamentos não serão noticias milagrosas que irão se sobrepor a seus estudos.

Para quem esta com diversas dívidas o leia o livro procurando em algum lugar onde o monge relaciona alegria ou felicidade com dinheiro. Este entendimento é primordial para conseguirmos entender que muitas vezes deixamos nossos desejamos sobreporem nossas necessidades, assim gastando mais do que temos. Enxergar que nossa felicidade esta condicionada a nossa mente e não a nosso bolso trará uma alegria melhor em ser e não em parecer. #serenãoparecer

 

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